Os funcionários dos Correios iniciaram nesta sexta-feira (11) uma greve nacional por tempo indeterminado, após o fracasso das negociações com a estatal. A paralisação ocorre em um momento de forte deterioração financeira da empresa, que registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. O cenário amplia a pressão sobre a administração dos Correios e sobre o governo federal, responsável pelo controle da estatal.
Além das questões trabalhistas, um dos principais pontos de conflito envolve o plano de saúde dos empregados, aposentados e dependentes. A direção dos Correios defende mudanças na forma de manutenção do benefício, enquanto os sindicatos rejeitam a proposta. Tentativas de conciliação, inclusive com participação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), não foram suficientes para evitar a paralisação.
A greve expõe, ao mesmo tempo, os efeitos de uma estatal que enfrenta dificuldades para equilibrar suas contas e manter suas operações. Com bilhões em prejuízos e agora uma paralisação nacional, aumenta a cobrança sobre a capacidade do governo de conduzir a empresa, conter perdas e apresentar uma solução sustentável para os Correios. A entidade sindical afirma que permanece aberta à retomada das negociações.