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Sábado, 12 de Setembro 2026
Policial

Esquema milionário na Santa Casa coloca seis na mira por suspeitas de desvios

Operação Antidotum investiga contratos sob suspeita, pagamentos sem comprovação e prejuízo de pelo menos R$ 3,5 milhões

Redação
Por Redação
Esquema milionário na Santa Casa coloca seis na mira por suspeitas de desvios
Agentes do Gaeco entram com malas para levar documentos apreendidos na Santa Casa (Vinícios Araújo, Reprodução)
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A força-tarefa do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) deflagrou nesta sexta-feira (11) a Operação Antidotum para investigar um possível esquema de fraudes e desvios de recursos envolvendo a Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande. A ofensiva cumpre seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO). Até o momento, os nomes dos alvos não foram divulgados pelas autoridades.

Entre os contratos investigados está um acordo para digitalização de prontuários, com previsão de R$ 1,8 milhão por ano durante três anos, chegando a R$ 5,4 milhões. De acordo com o Gecoc, somente no primeiro ano foram identificados indícios de desvio de aproximadamente R$ 1,4 milhão, com pagamentos que não teriam sido acompanhados pela correspondente prestação dos serviços. A apuração busca esclarecer como recursos destinados à estrutura e aos serviços de saúde da instituição teriam sido utilizados.

O caso também envolve a Operadora Santa Casa Saúde, controlada pela associação. Segundo os investigadores, empresas de um mesmo grupo econômico mantinham contratos com a operadora e tinham como proprietário uma pessoa com vínculos com integrantes da direção da Santa Casa. As empresas ainda estariam registradas no mesmo endereço, que, conforme a investigação, encontrava-se desocupado. Somente em 2025, os pagamentos realizados pela operadora a essas empresas chegaram a cerca de R$ 9,6 milhões. O prejuízo estimado até agora é de pelo menos R$ 3,5 milhões.

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Outro ponto considerado grave pelo Gecoc é a suspeita de que contratos, pagamentos e prestações de contas tenham sido ocultados de mecanismos de fiscalização, incluindo o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado. A operação contou com apoio do Batalhão de Choque e acompanhamento da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados (CDA) da OAB/MS. Os investigados são alvos de apuração e ainda não há condenação, cabendo à Justiça avaliar individualmente as responsabilidades pelos fatos investigados.

FONTE/CRÉDITOS: Investiga MS, MídiaMax, G1
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